Iniciativa estimula intercâmbio entre empresários durante a Copa

Copa do Mundo também foi sinônimo de oportunidade para os empreendedores. Não só para os donos de hotéis, bares e restaurantes. Uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a Apex, promoveu o intercâmbio entre empresários brasileiros e estrangeiros durante o Mundial. A ideia é fazer com que os executivos de fora conheçam de perto como funcionam as empresas daqui, estimulando o networking no mundo corporativo. Na sala de reuniões, o idioma é o inglês, mas o sotaque logo revela. Richard e Jean são executivos franceses, concorrentes. Trabalham em editoras de Paris que terceirizam a impressão de livros. A maior parte das gráficas estão na Europa, Estados Unidos e China. E quem sabe, em breve, também no Brasil. Richard veio visitar a fábrica de São Paulo porque quer ver de perto a qualidade do papel e do acabamento. Jean quer, principalmente, comparar preços com mercado europeu. “A qualidade, o serviço e o preço adquiridos nesse mercado”, delimita o empresário Jean Lyet. E lá vão eles. O Ricardo, diretor de marketing da gráfica, é o anfitrião. Mostra cada etapa do processo de trabalho.

Os visitantes analisam a matéria-prima, verificam a impressão. É preciso jogo de cintura para convencer os gringos. A visita fez parte do Projeto Copa, da Apex Brasil. Este jogo entre brasileiros e estrangeiros é um bate bola que muitas vezes resulta em gols. Do lado brasileiro, a previsão é de um placar animador. Setecentas empresas, de diferentes setores, receberam 2.300 empresários de 70 países, durante a temporada da Copa do Mundo. “Nós visitamos diversos empresários na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos. Empresários que seriam potenciais de negócio e convidamos para participar da Copa do Mundo e uma agenda de visita às gráficas brasileiras”, explica Giselle Hipolito, gerente de projeto da Abigraf. Jean e Richard não fecharam negócio. Mas se disseram surpresos com o que viram e prometem voltar em um futuro próximo para consolidar a parceria com a primeira empresa em terras brasileiras: “Com certeza, eu acho que aqui tem material e conhecimento para produzir livros de qualidade. E certamente nós vamos considerar o Brasil como uma das futuras opções para imprimir livros”.