PÚBLICO RECORDE NA LIVE BRASIL/PORTUGAL NO DIA DA INDÚSTRIA GRÁFICA

Destaque Dia Da Ig

Evento online reuniu mais de 360 pessoas para discutir as perspectivas do mercado gráfico.

As principais lideranças das indústrias gráficas de Brasil e Portugal se reuniram virtualmente para discutir as perspectivas e tendências do mercado gráfico pós-pandemia. E a data do encontro não poderia ser mais propícia: 24 de junho, Dia da Indústria Gráfica na América Latina. 

Na abertura do encontro, o presidente da ABIGRAF Nacional, Levi Ceregato, lembrou Camões. “Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos”. Para Ceregato, o momento é de inovação e de pensar em soluções diferentes para sair da crise. Lopes de Castro, presidente da APIGRAF, completou afirmando que a indústria gráfica precisa se comunicar melhor, pois no mundo todo o mercado não tem noção da importância de nossa atividade. “Essa pandemia mostrou isso. Sem a indústria gráfica não é possível resolver o problema da saúde, da alimentação, o fundamental dos rótulos, das etiquetas e das embalagens, da cultura. Gráfica é a indústria das indústrias e reflete, antes de todos, os problemas e oportunidades”.

A situação geral das indústrias gráficas brasileira e portuguesa é muito semelhante em todos os segmentos. Embalagens são o carro chefe em Brasil e Portugal, onde houve queda acentuada na produção de produtos de alto valor agregado e incremento na produção de embalagens para produtos de primeira necessidade, conforme relatos de Sidney Anversa Victor, presidente da ABIGRAF – SP e da Congraf, e Cristina Baeta, diretora da APIGRAF e da Gráfica Olegário Fernandes (PT). 

No segmento Editorial, a situação se repete. Carlos Jacomine, diretor geral da Plural, diretor de Relações Institucionais da ABIGRAF e presidente da ABRO (Associação Brasileira das Empresas com Rotativas Offset) e Lopes de Castro, presidente da APIGRAF e da Norprint (PT), traçaram um panorama do mercado editorial nos dois países, que enfrenta quedas sucessivas nos volumes de produção. Porém, no Brasil, a pandemia trouxe uma surpresa – o aumento de 20% no volume de produção de catálogos para venda direta, que demonstra a ativação de uma cadeia produtiva completa, baseada em microempreendedores e que é positiva para a economia.

Josair Santos Bastos, presidente da ABIGRAF e Sindigraf da Bahia e diretor da Gráfica Trio, de Salvador e o português Bruno Moluras, da Onda Grafe, de Lisboa, falaram das dificuldades do setor Promocional, que em ambos os países registrou quedas superiores a 70% no volume de negócios. Segundo ambos, a adaptação do setor ao mundo digital, a criatividade e a resiliência são as chaves para vencer a crise. Bruno Moluras afirmou que as mudanças na forma de consumo são uma grande oportunidade e mostrou otimismo com as demandas que vão surgir para o setor promocional pós-pandemia.

Christine Samorini (CEO da Grafitusa e presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Espírito Santo e da Federação das Indústrias do estado) e Tita Fernandes, diretora geral da Mofitex (PT), ressaltaram também que o consumo mudou de forma definitiva por conta da pandemia e que o setor de Rótulos e Etiquetas, se inovar processos de produção e se reinventar, vai encontra grandes oportunidades de mercado e tende a crescer. Tita acrescentou também que há muito espaço de mercado para a produção de produtos “amigos do meio ambiente”. 

Na Comunicação Visual, André Linares, da paranaense Corgraf e Miguel Pina, do Grupo Bigup, de Lisboa e Porto, não fugiram a regra e falaram sobre os desafios do setor em encontrar novos materiais e explorar novas mídias, como a têxtil. André e Miguel mostraram otimismo quanto ao futuro do setor, embora o português relate que há problemas para encontrar mão de obra qualificada em Portugal. 

Julião Flaves Gaúna, CEO da Gráfica Pontual (MS), presidente do Conselho Consultivo da ABIGRAF Nacional e presidente da ABIGRAF – MS e Pedro Santos, da Ocyan Gráfica (PT), afirmaram que a impressão digital tem como principal desafio para o futuro o planejamento eficiente e a ampliação da área de atuação. Ambos relataram quedas expressivas no faturamento (até 80%) por conta da pandemia, porém novos negócios surgiram para auxiliar o enfrentamento ao Coronavírus, como por exemplo, a produção de máscaras descartáveis e de material educativo. 

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