Tem coisas que o digital não imprime

A palestra de Fábio Bernardi, sócio-diretor de criação da agência Morya, de Porto Alegre (RS), com o tema “Tem coisas que o digital não imprime” destacou a necessidade de estimular a leitura em jovens e adolescentes. Bernardi enfatizou, também, a credibilidade e a capacidade que os conteúdos impressos têm de mudarem o juízo de valores das pessoas. “Para isso, é preciso emocionar”, afirmou.

Independentemente da questão dos e-books e dos impressos, Bernardi lembrou que o índice de leitura no Brasil continua sendo muito baixo. Atribuiu boa parte do problema ao ensino de literatura, pois se adotam livros pouco interessantes às crianças e adolescentes, desestimulando-os.

Para reforçar, ele citou um case de sua agência: um dos clientes, em um único final de semana, vendeu 80% de um empreendimento imobiliário apenas com o investimento em um anúncio de página dupla em um jornal. “Para qualquer ramo do conhecimento que se olhe, as principais referências são o impresso. Pode não ter o alcance ou a repercussão que o digital tem, mas aquele produto ou serviço sempre precisará de um referencial impresso”, disse.

Artigos Semelhantes