Cartão Material Escolar fortalece comércio local

Cartão Material Escolar, adotado nas redes públicas de diversos municípios e alguns estados, agrada pais, alunos e comerciantes. Nas cidades nas quais a lei foi aprovada recentemente, sua implantação é aguardada com expectativa.

O Cartão Material Escolar é uma alternativa adotada por algumas cidades e estados para fornecer material escolar aos alunos da rede pública. O estudante ou sua família recebe um cartão magnético com crédito no valor referente à sua lista de materiais e compra os itens que deseja, diretamente nas papelarias. O CME fomenta a economia local e ajuda a gerar novos empregos.

No Distrito Federal, onde foi instituído há cerca de três anos, o modelo teve grande aceitação e tem sido importante para o resultado de varejistas locais. O cartão também foi implantado nas 230 cidades do estado do Maranhão, atingindo mais de 850 papelarias cadastradas. Um milhão e 200 mil crianças de seis a 17 anos, receberam o CME. O benefício já é realidade, ainda, em mais de 20 cidades de São Paulo e Minas Gerais, dentre elas Salto, Capivari, Agudos e Boraceia.

À espera do CME

Há municípios nos quais a lei já foi aprovada, mas o projeto ainda não foi implantado pelas Prefeituras, mantendo-se as licitações, com material padronizado, sem direito de escolha por parte dos estudantes.

Em Sorocaba, interior de São Paulo, a lei foi aprovada pela Câmara Municipal em dezembro de 2015 e já sancionada pelo prefeito, na gestão encerrada em 31 de dezembro último. A Associação Comercial da cidade espera que a nova administração, iniciada este mês, adote o CME já para este ano letivo. “Não temos ainda uma definição de como será a distribuição dos materiais este ano. Caso o novo prefeito aprove, as papelarias estão prontas para atender essa clientela”, afirma João Batista Sobrinho, diretor da Associação Comercial de Sorocaba.

Marcelo Gasperetti, representante comercial em Marília, outra cidade em que o projeto já foi aprovado, vê apenas pontos positivos no novo sistema. “Com esse modelo, o prefeito não precisa fazer a compra por meio de licitação, que, muitas vezes, beneficia empresas de outros municípios ou estados. Além de o dinheiro ficar na própria cidade, não correremos o risco de atrasos na entrega”.

A expectativa dos comerciantes em Presidente Prudente-SP é de que o projeto seja aprovado este ano, segundo Waislan Pereira de Castro, proprietário da Gráfica Prudentina. Ele ressalta que será um benefício para todos. “Trará de volta à papelaria os clientes que recebem o kit de material. Eles terão mais opções para escolha e maior qualidade de produtos”, salientou, acrescentando: “O aumento das vendas no período de volta às aulas deve chegar a 50%, o que também gerará empregos no varejo”.

Caso de Sucesso

Há cerca de três anos, os estudantes da rede pública de Brasília já se beneficiam com o Cartão Material Escolar. Os comerciantes do Distrito Federal consultados são unânimes em aprovar o sistema, que impulsionou a economia local, gerou mais empregos e ainda trouxe a satisfação de pais e alunos.

João Vitor Garcia Tavares, da papelaria Mundo do Estudante, em Ceilândia, garante que comerciantes e consumidores ficaram satisfeitos, “Foi muito bom para todos. Já nos primeiros dois anos do Cartão o movimento em minha loja aumentou tanto, que tivemos que contratar pessoal”!

O papeleiro José Fábio de Paula, da Papelaria Risk, destaca o impacto positivo que o CME tem sobre os estudantes: “É um estímulo para eles poderem vir e escolher os modelos que gostam de cadernos, canetinhas e lápis de cor. Acho fundamental que se mantenha esse benefício! É um programa muito importante para a educação, como incentivo ao estudo”.

Famílias satisfeitas

“Os alunos, principal foco de toda a estrutura educacional, podem comprar e escolher de modo personalizado os seus materiais. Isso reforça, portanto, a identidade, a individualidade e a cidadania de cada criança ou jovem, oferecendo-lhe o poder de decisão, que deixa de ser um privilégio dos filhos de famílias de maior poder aquisitivo”, observa o economista Rubens F. Passos, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE).

Em vez das tradicionais licitações, cada aluno recebe um cartão com o valor correspondente ao material a ser adquirido para a série que irá cursar. Com isso, a compra é efetuada diretamente em estabelecimentos comerciais cadastrados na cidade em que o estudante reside. “O modelo, além de evitar atrasos, impede a corrupção de licitações”, pondera Passos.

Fonte: Portal Grupo SEGS

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