International Paper e Suzano aderem à organização Two Sides Brasil

A International Paper e a Suzano Papel e Celulose são os mais novos membros da Two Sides Brasil. A organização criada em 2008 reúne empresas da indústria da comunicação impressa com o objetivo de oferecer um fórum para compartilhamento de experiências e aprimorar padrões e práticas de produção de produtos impressos.

A International Paper é líder mundial na produção de papéis para imprimir e escrever, como também embalagens. “A companhia está comprometida com a sustentabilidade do planeta, hoje e no futuro, usando recursos renováveis para fabricar produtos dos quais as pessoas dependem todos os dias. Nosso apoio à iniciativa Two Sides contribui com os esforços contínuos para esclarecer mitos e verdades sobre a sustentabilidade da indústria de papel”, afirma Glenn Landau, vice-presidente sênior da International Paper e presidente da International Paper América Latina.

O outro novo sócio é a Suzano Papel e Celulose, empresa que opera no mercado brasileiro há 92 anos nos segmentos de celulose de eucalipto e papéis para imprimir e escrever e papelcartão. “Essa é uma importante iniciativa de promoção e discussão sobre a indústria de papel no mundo. É nosso papel esclarecer conceitos, apoiar o diálogo e promover temas relevantes para a sociedade”, afirma Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose.

A Two Sides, por sua vez, expressa sua satisfação com os novos membros. “A adesão dos dois maiores fabricantes brasileiros de papel de imprimir mostra a importância de um projeto mundial, que nasceu da força de indústrias de celulose e papel da Europa, e agora se fortalece muito no Brasil”, afirma Fábio Mortara, presidente do SINDIGRAF-SP, da Confederação Latino-americana da Indústria Gráfica, e Country Manager da campanha Two Sides.

Dentro de sua prática de fortalecimento da Two Sides Brasil com entidades do setor, a Associação Nacional dos Distribuidores de Papel (Andipa), Associação dos Agentes Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf), Associação Brasileira de Rotativas Offset (Abro) e o Sindicato do Comércio Atacadista de Papel, Papelão, Artigos de Escritório e de Papelaria do Estado de São Paulo (Sinapel) renovaram recentemente as parcerias com a Two Sides Brasil, tendo em vista os benefícios que a organização tem proporcionado.

Segundo o presidente do Conselho Diretor da Andipa, Vitor Paulo de Andrade, “o segmento de distribuição é membro da Two Sides Brasil por promover a valorização do papel e a comunicação impressa, oferecendo aos agentes da cadeia de negócios argumentos sólidos para rebater informações equivocadas e iniciativas que depreciem o uso do papel”.

Na opinião do presidente do Sinapel, Vicente Amato Sobrinho, é legítimo que uma empresa ou instituição busque alternativas para redução de custos, como os de impressão e postagem. “No entanto, fazer isso mascarado de ‘bom-mocismo’ e à custa de crucificar a cadeia do papel, disseminando informações incorretas, é um desserviço à população e desrespeito ao segmento que é verdadeiro exemplo de sustentabilidade”. Por isso, a seu ver, o trabalho da Two Sides Brasil é indispensável.

Para o presidente da Afeigraf, Eduardo Sousa, a Two Sides Brasil é um projeto fundamental para a indústria de impressão por propagar dados relevantes que são baseados em pesquisas e estudos. “Com isso, a renovação do acordo foi algo natural, pois esperamos que o projeto siga com esse forte trabalho de divulgar as reais informações sobre nosso mercado”.

Já para Mauro Melli, presidente da Associação Brasileira de Rotativas Offset, a importância da Two Sides se reforça por explicar a importância do papel como meio de comunicação e que ele não é um vilão nesses tempos digitais. “A organização ajuda a esclarecer e conscientizar as pessoas no entendimento da mídia impressa. A Two Sides não foi criada apenas para ajudar o Brasil, mas todo o mundo”, analisa ele.

Segundo Melli, o processo de construção cultural e de entendimento do papel é lento, porque durante muitos anos foi atribuída à mídia impressa uma visão equivocada e errônea de sua sustentabilidade. “Portanto, é preciso tempo e ferramentas para construir uma imagem correta entre as diversas mídias”.