Material impresso foi a primeira opção dos candidatos para as campanhas nestas eleições

De acordo com matéria publicada no Portal G1 na última sexta-feira, 23 de setembro, o maior gasto dos candidatos nas campanhas até agora se dá em publicidade por materiais impressos, segundo levantamento do portal  junto aos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram R$ 174,5 milhões gastos nesse tipo de material até a quinta-feira (22), cerca de 20% da despesa total de R$ 879 milhões feita até agora por todas as campanhas nestas eleições municipais.

Os dados mostram que, em uma eleição com limite de gastos e em que as doações de empresas foram proibidas, os candidatos têm gastado mais com esse tipo de material que com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, que somaram R$ 74 milhões em despesas. Com despesas de pessoal foram gastos R$ 80,4 milhões. Já publicidade por meio de adesivos consumiu R$ 64,8 milhões; as atividades de militâncias nas ruas ficaram com R$ 51,4 milhões; a publicidade por carros de som com R$ 33,7 milhões; e a produção de jingles, vinhetas e slogans com R$ 16 milhões.

Os materiais impressos incluem principalmente cartazes, colas, santinhos e panfletos. Só em santinhos, que geralmente são distribuídos às vésperas da eleição, foram gastos cerca de R$ 38 milhões.

Os dados das despesas fazem parte da prestação de contas dos candidatos, que é apresentada a cada 72 horas à Justiça Eleitoral. Os números, portanto, ainda podem mudar até o dia da eleição, em 2 de outubro.

Este resultado corrobora as propostas da ABIGRAF ao lançar a campanha "Vote no Impresso", composta por cartilha orientativa e ações estratégicas para promover, entre os candidatos, o uso da comunicação impressa como material de campanha nas eleições 2016.

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