Balança comercial de produtos gráficos fecha com déficit de US$ 54,7 milhões no primeiro trimestre

Apesar de negativo, o resultado representa melhora frente ao mesmo período de 2012
Embalagens, cartões impressos e impressos promocionais foram os principais itens exportados

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) indicam que a balança comercial de produtos gráficos fechou o primeiro trimestre com déficit de US$ 54,7 milhões. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Gráfica, embora seja o terceiro pior resultado desde 2007, é um déficit 12% menor do que o registrado no primeiro trimestre de 2013. 

Compõem o resultado, exportações de US$ 63,3 milhões, equivalentes a 21,9 mil toneladas de produtos gráficos, contra US$ 117,9 milhões, correspondentes a 20,3 mil toneladas de itens gráficos importados.   

Os principais mercados dos produtos gráficos brasileiros foram Argentina e Estados Unidos (12% cada), seguidos de Uruguai, destino de 9% das nossas exportações. Na outra ponta da balança, as importações de produtos do setor originaram-se principalmente de China (25%), Estados Unidos (19%) e Suíça (8%).


O que vendemos...

Embalagens, cartões impressos e impressos promocionais e comerciais foram os principais itens da exportação gráfica brasileira, participando, respectivamente, com 41%, 29% e 9,5% do total.
O segmento de embalagens exportou US$ 26,2 milhôes (16,8 mil toneladas) e teve como principais mercados Venezuela (19%), Uruguai (17%) e Argentina (11%). Já os cartões impressos – US$ 18,2 milhões (161 toneladas) – seguiram para Argentina (21%), Chile (17%) e México (15%). Com vendas externas correspondentes a US$ 5,9 milhões (643 toneladas), impressos promocionais e comerciais tiveram Colômbia (28%), Chile e Estados Unidos (11% cada) como principais compradores.
Na comparação com 2013, embalagens e cartões impressos exportaram menos e apresentaram variação negativa de -2,5% e -33%, respectivamente, enquanto o segmento de impressos promocionais praticamente dobrou as vendas externas, com aumento de 95%.


... e o que compramos

Produtos editoriais (como livros e revistas), cartões impressos e embalagens lideraram, por sua vez, as importações gráficas no país, respondendo, respectivamente, por 33% , 22% e 20% do total importado.
A compra de produtos e serviços gráficos editoriais no exterior somou US$ 39,3 milhões (5,3 mil toneladas) e teve como principais fornecedores China (27%), Estados Unidos (16%) e Reino Unido (14%). O Brasil importou ainda US$ 24 milhões (114 toneladas) de cartões impressos, vindos sobretudo de Suíça (31%), Estados Unidos (27%) e França (14%). Embalagens foram o terceiro produto do ranking de importações gráficas, com US$ 25,9 milhões (114 toneladas), tendo a China (47% do total) como principal fornecedor externo, seguida de Espanha (10%) e Coreia do Sul (9%).
Nesses três segmentos, o Brasil importou menos do que no ano passado. Em valores, houve diminuição de 9,5% na importação de produtos editoriais, de 29% nas compras de cartões impressos no exterior e de 9% na importação de embalagens

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