Brasil liderará bloco latino-americano em 2015

Desde outubro, a Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) tem como sede o Brasil. A entidade, que congrega instituições representativas do setor gráfico no bloco, funciona em sistema de rodízio: a cada ano, instala-se em um país diferente e atua sob gestão de um dirigente local.
Durante o 23° congresso da Confederação, na Colômbia, Gustavo Morales, presidente da Asociación de Industriales Graficos del Paraguay, passou a coordenação para as mãos do empresário brasileiro Fabio Arruda Mortara, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf - SP), que permanecerá no cargo até outubro de 2015.

Nos últimos dois anos, a Conlatingraf tem realizado ajustes internos importantes, como a criação das novas vice-presidências de Capacitação, Concurso, Marketing e Comunicação, Legal e Jurídica e de Estatísticas e Estudos de Planejamento e Economia. O objetivo é reforçar o protagonismo da região no cenário global, hoje em desequilíbrio.

Com o rebaixamento da projeção de crescimento da região de 2,7% para 2,2% no próximo ano, feito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em parte motivado pelo desaquecimento nos mercados internos, a Conlatingraf visa consolidar-se como uma entidade fortalecida em um momento crítico.
Para tanto, a atual administração tem como compromisso focar-se em cinco metas: a continuidade dos processos de realinhamento institucional; a criação de um banco de dados que permita retratar a indústria gráfica latino-americana em números; a extensão da oferta de treinamentos, tanto operacionais quanto de gestão, via ensino à distância; a atualização do site da entidade; e a ampliação do alcance e representatividade do Prêmio Theobaldo de Nigris de excelência gráfica.

“A indústria gráfica brasileira pode esperar, além do fomento ao crescimento do setor e da defesa dos seus interesses, o incentivo a uma integração maior com as empresas gráficas dos países vizinhos. Por meio de um intercâmbio de informações técnicas e colaboração em estudos econômicos, vamos criar uma sinergia setorial que trará ganhos para as empresas de todos os países”, afirma o presidente da Conlatingraf, Fabio Arruda Mortara.

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