Empresários gráficos de todo o País reúnem-se em São Paulo para apresentar manifesto ao governo

Encontro será realizado, a partir das 9h30, à Rua do Paraíso, 529, na sede da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional). Às 14h30, no mesmo local, o presidente da entidade, Fabio Arruda Mortara, e o presidente da Abigraf Regional São Paulo, Levi Ceregato, receberão a imprensa para detalhar os problemas enfrentados pelo setor e as reivindicações que têm apresentado ao governo.
Segue a íntegra do “Manifesto da Indústria Gráfica à Nação”:
Somos 20 mil empresários e 230 mil trabalhadores preocupados, como todos os brasileiros, com a solução dos problemas nacionais e a retomada do crescimento econômico.
Estamos trabalhando com imensa dedicação e muito esforço, dando nossa contribuição ao desenvolvimento de nosso país. Por isso, também queremos ser ouvidos, pois há questões graves, que culminam com a perda de competitividade de nossa indústria, ameaçando a sobrevivência de nossas empresas.
Por isso, nos dirigimos ao Governo Federal para reivindicar em uníssono:

  • Desoneração da folha de pagamentos.
  • Isenção do IPI para os materiais escolares.
  • Alíquota zero do PIS/Cofins para a atividade de impressão de livros.
  • Retirada de seis papeis de imprimir da lista de cem produtos que tiveram suas alíquotas de importação elevadas pela Camex
  • Adoção de margem de preferência quando das compras de materias gráficos pelo setor público, incluindo as obras adquiridas pelo governo no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)
  • Fiscalização eficaz do uso indevido do papel imune.
  • Fim da bitributação do ICMS e ISS.
Especificamente ao Governo do Estado de São Paulo, pleiteamos:
  • A prorrogação do prazo de recolhimento do ICMS do terceiro para o vigésimo dia do mês. A solicitação tem sido reiteradamente negada. O ICMS é recolhido antes mesmo do pagamento da folha salarial. Já realizamos algumas audiências com as autoridades fazendárias. Seguimos esperando resposta.
A indústria gráfica brasileira exige uma resposta do poder público, pois é geradora de mão de obra intensiva e imprime/fabrica itens essenciais para a sociedade, como livros, jornais, revistas, cadernos, embalagens de alimentos e remédios! O setor não pode resignar-se ao real risco de extinção, que seria imensa perda para o Brasil, incluindo o sustento digno das famílias de 230 mil trabalhadores.
Queremos ser ouvidos! Esperamos respostas!

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